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As castanhas foram durante muito tempo um patinho feio na cozinha portuguesa.

São ricas em nutrientes e o seu consumo está especialmente indicado para pessoas ativas e desportistas.

A sua composição nutricional é mais semelhante à dos cereais do que à dos frutos secos. Contudo pertencem a esta família e são um dos frutos secos com mais hidratos de carbono e menos quantidade de gordura.

Apresentam elevado teor de água e potássio, mas são pobres em sódio. Contêm substâncias alcalinizantes que neutralizam o excesso de ácidos no sangue e facilitam a sua eliminação através da urina. Esta propriedade é extremamente útil para quem tem excesso de ácido úrico e para pessoas que comem carnes vermelhas com frequência. Para além disso, têm vitamina A, B e E, cálcio, fósforo, ferro e folatos. Não têm gluten.

Não se devem comer castanhas cruas devido aos seus elevados índices de ácido tânico. Assim, devem ser cozinhadas de forma a evitar desconforto digestivo.

As castanhas podem ser cozidas, usadas em sopas, em puré, assadas e até cristalizadas. Em muitas receitas, podem substituir as batatas e, inclusivamente, a massa. Combinam particularmente bem com batata-doce, cenoura, cogumelos, couves-de-bruxelas, e couve. São excelentes quer para pratos doces como salgados.
A cozinha italiana, nos últimos tempos, tem feito um esforço para voltar a usar a castanha, tal como no passado, seguindo a moda de redescobrir os pratos tradicionais.

Devem ser conservadas num local fresco e seco, resguardado da luz, sem recorrer ao uso de um saco de plástico pois facilmente se estragam.

 

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