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Há já algum tempo que não fazíamos isto. Por malas e miúdas no carro e ir.

É certo que a preparação é inevitavelmente acompanhada de stress dos pais, birras das filhas e choro das bebés. Faz parte e aprendemos cada vez melhor a lidar com essas situações.
Tudo fica bem quando o carro arranca (às vezes demora algum tempo até deixar de se ouvir choro ou o nariz a fungar). Nada se compara à sensação de viajar, ir conhecer novos sítios e novas gentes. Mesmo que seja perto, mesmo que passe rápido.

Foi assim desta vez. Rumámos a Sul em direcção à Zambujeira do Mar.
A Costa Vicentina não nos é desconhecida. Passámos aqui grande parte dos Verões com os amigos a acampar, nos festivais, a explorar todas as praias desta costa magnífica. De Sagres a Sines varremos tudo.
Este verão tivemos oportunidade de mostrar um pouco desta nossa paixão às nossas filhas e foi mais que maravilhoso. (ver post anterior)

Nesta viagem fomos menos aventureiros, sem prescindir do contacto com a natureza e de tudo aquilo que de bom ela nos dá. Fomos conhecer um dos sítios que estava na nossa “To Do List” há muito tempo mas que por um motivo ou por outro nunca tínhamos concretizado. Fomos ao Zmar.

Aqui tudo é bonito. As casas de madeira, os caminhos, o verde, o lago, os animais e a forma como tudo está em sintonia transmitindo uma calma e tranquilidade que já nos fazia falta.
Depois de nos entregarem a chave de casa para os próximos dias fomos descarregar malas e bagagens e dar lanches que as reclamações estavam a intensificar o tom.
Para gáudio da Francisca havia um cesto de fruta em cima da mesa que prontamente tomou como dela.

O Zmar é um sitio onde a paisagem, o silêncio, o conforto da madeira e a sensação de amplitude e liberdade fazem-nos sentir que está tudo bem. As crianças andam felizes com os bichos, o estar ao ar livre e o saltar por cima das poças de lama. O que nos faz pensar que provavelmente não trouxemos mudas de roupa suficientes…

Como já era final de tarde fizemos um pequeno reconhecimento e fomos jantar a Vila Nova de Milfontes.
Como somos muitos, já estamos habituados aos olhares das outras pessoas e aos mais variados tipos de comentários que vão desde o “que maravilha” até ao “Deus me livre”.
No restaurante, não foi diferente mas sente-se a vontade genuína de querer interagir, falar, e perceber como conseguimos dar conta desta malta toda. Talvez a época baixa, com menos turistas e confusão proporcione este tipo de interacção boa.

Depois de uma noite em que todos retemperaram energias, e até as bebés dormiram mais tempo, abrir a cortina da enorme janela com vista para o lago é qualquer coisa de maravilhoso. Apetece ficar ali a olhar, a ver os burros beber água no lago e a ouvir o barulho dos patos. Mas vamos vestir que dormir até tarde é bom mas abre o apetite e hoje o pai não precisa cozinhar.

Uma das questões que me colocam frequentemente é sobre como comer saudável fora de casa. Esta tarefa consegue ser um desafio enorme. Sobretudo nas férias em que todo o estar proporciona momentos de indulgencia e a tentação de ceder ao estar social ou à falta de opções nos levam a escolhas menos boas.
Não foi o caso. Mega pequeno almoço buffet com fruta, bebidas vegetais sem açúcar adicionado, ovos de várias maneiras, tomate, queijo fresco e outras opções saudáveis.

Quando de seguida dissemos às miúdas que íamos à piscina, a reacção foi um misto de “coisa maravilhosa” com um “está a chover imenso”! Depois de lhes mostrar a piscina aquecida, de ondas, indoor, que ainda tem um parque infantil onde podem andar de fato de banho, instalou-se o frenesim.

A piscina foi quase de uso exclusivo para elas, tiveram de a partilhar com outras duas meninas da mesma idade com quem, apesar de só falarem inglês travaram amizade. A infância por vezes lembra-nos a simplicidade das coisas.
Foi uma barrigada de mergulhos, pirolitos e lábios roxos que durou até à hora de almoço.

Secos, vestidos e agasalhados fomos ver o que o Chef Carlos Bernardo tinha preparado especialmente para o nosso almoço em família Zmar.
Confeccionado com produtos locais e da época, tudo tinha como base a batata doce.
Desde a sopa até às sobremesas, tudo foi confeccionado com batata doce e tudo estava maravilhoso.

O resto do dia foi passado no sofá entre desenhos animados e brincadeiras, com direito a um pequeno passeio nocturno para sentir o frio na cara e o silêncio do campo. Priceless.

No dia seguinte fomos brindados por um magnifico dia de sol o que permitiu um passeio à quinta pedagógica para ver os animais e ao mega parque infantil todo construído em madeira.
No Zmar sente-se que o cuidado e o respeito pela Natureza estão sempre presentes. E sabe tão bem mostrar isso às nossas crianças.

Chegada a hora de ir embora, quando passamos o pórtico do Zmar, vamos de coração cheio do tempo que passámos juntos em família e com nova energia para encararmos o nosso dia-a-dia. Regressamos a casa com a certeza que um dia vamos voltar aqui.

Mafalda

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