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Que a prática de exercício físico tem benefícios ao nível da saúde já é do conhecimento de todos.
A novidade reside no fato de paralelamente aos benefícios físicos se juntarem também melhorias em termos cerebrais.
Ao que parece o lema “mente sã em corpo são” não está minimamente desajustado da realidade.
Um estilo de vida ativo está associado a um melhor funcionamento cognitivo, isto é, a prática de exercício físico resulta na melhoria do funcionamento de diferentes processos ao nível do Sistema Nervoso Central.
As explicações para este facto parecem residir em alterações que o exercício físico induz ao nível do ritmo de funcionamento de algumas áreas do Sistema Nervoso Central, ao nível da velocidade e ritmo da transmissão da informação. Por exemplo, o hipocampo é uma estrutura que, entre outras funções, desempenha um importante papel ao nível da locomoção, deste modo, quando há alterações ao nível da locomoção, como a corrida ou a marcha, estas vão levar a alterações no ritmo do hipocampo, o que se traduz num aumento de funções como a memória e a aprendizagem.
Exercício físico, o Anti-Depressivo sem efeitos secundários
No que toca a algumas doenças psicológicas, também é possível observar alterações no estado de saúde da pessoa. Exemplo disso é a Depressão, que em termos biológicos está relacionada com alterações dos níveis de certas hormonas, como a dopamina e a seretonina, entre outros, responsáveis pela sensação de bem-estar.
A prática de actividade física aumenta o nível destas hormonas, isto é, funciona como uma espécie de anti-depressivo, diminuindo os sintomas negativos e com a mais-valia da sua actuação não estar circunscrita ao período pós-exercício imediato.
O exercício físico é uma excelente terapia!!!

Degeneração das Células Nervosas
Os neurónios não possuem a capacidade de se regenerar nem de serem substituídos após a sua morte, deste modo, a degeneração neuronal é um problema que os avanços da Medicina ainda não conseguiram travar. No entanto, estudos recentes relacionam a actividade física ao desenvolvimento de neurogénese, isto é, a formação de novos neurónios. Os factores que parecem justificar este processo são a activação de estruturas cerebrais específicas, maior oxigenação e irrigação sanguínea conferida pelo exercício. Por sua vez, as funções que estes novos neurónios vão desempenhar não estão ainda definidas.
1001 razões para praticar exercício físico
  • Melhoria de processos cognitivos, como a memória e a aprendizagem;
  • Diminuição dos sintomas da Depressão;
  • Formação de novas células nervosas;
  • No caso de um acidente vascular cerebral a recuperação é mais rápida caso se trate de uma pessoa activa;
  • Retardar da progressão de doenças degenerativas, como a doença de Alzheimer.
Tendo em conta todas estas alterações promovidas pelo exercício, saltam à vista os efeitos benéficos que este tem sobre a saúde. No entanto, para existirem benefícios a sua prática têm de ser uma constante. O facto de se ter feito exercício até aos 20 anos não é suficiente para apagar os 30 anos seguintes de sedentarismo.
O exercício tem de ser uma actividade regular durante a vida, de forma a podermos fazer uso de todos os benefícios que ele nos confere.

Por todos estes motivos, pelo seu coração, pelo seu bem-estar, pela sua saúde mexa-se!!!

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